out 27

90º Congresso Chileno e Internacional de Cirugía

Do dia 01 a 04 de novembro aconteceu em Santiago, no Chile, o 90º Congresso Chileno e Internacional de Cirugía.

Onde 611 trabalhos científicos foram recebidos em diferentes modalidades e as avaliações foram feitas por colegas que realizaram o “Curso de Avaliadores Científicos” da Sociedade, com quase 10 horas de duração, um padrão único, de conhecimento público através de nosso site O processo foi realizado com ignorância, por parte dos avaliadores, não apenas dos autores, mas também do local de trabalho, evitando qualquer tipo de viés nesse sentido.

O objetivo do Conselho de Administração é melhorar a qualidade dos trabalhos apresentados nos congressos, de modo que o requisito de qualidade tenha aumentado progressivamente.

O Prof. Dr. Luiz CArneiroDiretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Órgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Professor Titular da Disciplina de Transplantes de Fígado e Órgãos do Aparelho Digestivoda Faculdade de Medicina da USP, Vice-Chefe do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Vice-Cheve do LIM 37 – Laboratório de Investigação Medica – Transplante de Fígado FMUSP, e Vice-Chefe do Conselho Diretor do HCFMUSP. Além disso, é Coordenador Responsável do Programa de Pós-Graduação na Área de Cirurgia do Aparelho Digestivo, é Membro do Conselho do Departamento de Gastroenterologia e Membro Titular da Congregação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Recebeu o título de  Honorary Member of the Chilean Society, durante o congresso.

 

 

out 25

I Encontro Nordestino de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde

I Encontro Nordestino de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde

Grupos de Pesquisa ligados a diversas Universidades e Profissionais de instâncias distintas do SUS promovem o I Encontro Nordestino de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICs NE), que ocorrerá entre os dias 30 de maio e 02 de junho de 2013, no Complexo Multieventos no campus de Juazeiro/BA da Universidade Federal do Vale do São Fr
ancisco (UNIVASF).

O evento traz como tema principal “Pela reconstrução do modelo de cuidado”, com o objetivo de criar um espaço de debate pioneiro no Nordeste sobre o estudo e a prática de sistemas complexos de cuidado humano, tradicionais e modernos, em um momento de reconhecida limitação da racionalidade biomédica para dar respostas resolutivas às necessidades em saúde, especialmente no âmbito da Atenção Primária. Nesse cenário, fica reforçada a importância de reconhecermos a diversidade nas racionalidades médicas e práticas integrativas existentes e de analisarmos e potencializarmos suas inter-relações em sistemas formais e informais de saúde, com ênfase nas suas contribuições ao Sistema Único de Saúde.

O I PICs NE consistirá em um espaço de diálogo, formação, análise e fortalecimento de trocas entre diferentes experiências e estudos sobre a temática, destinado a profissionais, professores, pesquisadores e estudantes de diversas áreas da saúde e campos afins, abertos para refletir sobre a ética do cuidado humano, integralidade, sistemas de cuidado e cura não invasivos, valorização do saber tradicional e polí­ticas públicas de saúde.

Serão realizadas conferências, mesas redondas, rodas de diálogo, minicursos, grupos de trabalho com apresentações orais de estudos e relatos de experiências em diversas áreas, lançamento e divulgação de livros, apresentações culturais e muito mais.

Contaremos com a presença de importantes convidados, pesquisadores e profissionais de renome em diversas áreas e que trarão contribuições valiosas ao nosso evento.(saiba mais sobre a programação)

Participe também e contribua para o enriquecimento dos debates enviando trabalhos relacionados aos diversos eixos temáticas do evento para apresentação nos grupos de trabalho. (saiba mais)

Esta iniciativa envolve laboratórios de pesquisa de diversas Universidades do Nordeste brasileiro (UFBA, UNEB, UFPE, UNIVASF, UPE, UFPB, UFRN, UFC), bem como profissionais de diversos serviços municipais de saúde (Salvador/BA, Juazeiro/BA, Aracaju/SE, Recife/PE, Petrolina/PE, João Pessoa/PB, Sobral/CE) e, ainda, Secretarias de Estado (SE, PB, RN) e os Ministérios da Saúde e da Educação.

Ficamos imensamente felizes em trazer um evento como este para o semiárido nordestino! Desejamos construir uma rede para aprender, ensinar e instituir formas de cuidado humano que contribuam para a consolidação de uma rede de atenção universal à saúde sensível às diversidades sociais e culturais, e comprometida com a valorização das relações entre os saberes tradicionais/locais o conhecimento científico.

Damos boas-vindas a todos os participantes do I Encontro Nordestino de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde e desejamos que o evento supere todas as expectativas. Em nome da comissão organizadora, desde já, gostaria de agradecer a todos/as pela participação.

out 25

VI Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde

– Circulação e diálogo entre saberes e práticas no campo da saúde coletiva

Fruto do esforço coletivo da Comissão de Ciências Sociais e Humanas em Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) em parceria com o Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS-UERJ), o Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (CBCSHS)reunirá até três mil pessoas entre os dias 14 e 17 de novembro de 2013 na UERJ.

A sexta edição do CBCSHS reunirá acadêmicos e profissionais nas áreas de ciências humanas e sociais voltadas para a saúde sob o tema central de “Circulação e diálogo entre saberes e práticas no campo da saúde coletiva”. Para privilegiar o debate mais aprofundado em torno desse tema e favorecer o intercâmbio da produção científica contemporânea na área, o evento será organizado em 35 grupos temáticos de trabalho, incentivando o debate, a reflexão e o enfrentamento  dos desafios teóricos e práticos da área.

Dentre os grupos temáticos pré-aprovados, está o de Racionalidades Médicas e Práticas em Saúde, que pretende não só estimular a “Circulação e Diálogo entre saberes e práticas no campo da Saúde Coletiva”, como também renovar as categorias analíticas das Ciências Humanas e Sociais em Saúde, relativas ao processo saúde-doença-cuidado na sociedade contemporânea, e promover investigação e socialização acadêmica sobre o tema.

As inscrições poderão ser feitas até 21 de outubro, por cadastro na página do evento e pagamento da taxa de inscrição (com valores promocionais até 04/03/13 e 29/07/13). Os trabalhos científicos poderão ser aprovados nas modalidades ‘exposição oral nas seções dos grupos temáticos’, ‘comunicação breve no formato de pôster eletrônico’ e ‘publicação nos anais do evento’ e os resumos deverão ser enviados até 16 de abril, seguindo às exigências da comissão científica.

Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde

out 25

Retratos da Formação Médica nos Novos Cenários de Prática

Nesse livro, a autora fala sobre os desafios que enfrenta a Educação Médica no que tange à mudança da formação médica tradicional para outra de olhar ampliado, que se apropria das críticas presentes no discurso da Saúde Coletiva brasileira nos últimos anos. Para tal, descreve e analisa a experiência da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (FMUFF) no contexto de sua reforma curricular, pelo acompanhamento dos cenários de prática pelos grupos de alunos e preceptores das disciplinas Trabalho de Campo Supervisionado (TCS) I e II.

O livro conta com uma contextualização político-social da mudança de paradigma entre o “olhar anatomoclínico” – hospitalocêntrico, tecnocentrista e com foco na doença – e o “olhar ampliado”, que se caracteriza pelos conceitos de integralidade, clínica ampliada, intermultidisciplinaridade, tecnologias leves e formação com cenários diversos, culminando nas novas Diretrizes Curriculares dos cursos médicos.

Para construir o estudo, a pesquisadora fez uma abordagem etnográfica, utilizando os métodos de análise documental, observação participativa e entrevistas, tendo como campo a reforma curricular e as disciplinas TCS I e TCS II da FMUFF – e mantendo-se, ao mesmo tempo, perto e distante do “objeto de estudo”. Como resultado o leitor tem acesso aos cenários multidisciplinares de prática vividos pelos alunos dos dois primeiros anos médicos da UFF para trabalhar temas como Envelhecimento, Aids e as Unidades Básicas de Saúde.

Com esses relatos, críticas, análises e discussões, a autora contribui não só para a reflexão sobre as práticas de ensino e compromisso social das faculdades de medicina, mas também para o fortalecimento da Saúde Pública, que se beneficia integralmente da “ampliação” da antiga visão de formação médica.

*Maria Inês Nogueira é médica (FMUFF, 1985), mestre em Saúde Pública (Ensp/Fiocruz, 1993), doutora em Saúde Coletiva (IMS/Uerj, 2003), professora adjunta do Instituto de Saúde da Comunidade da Universidade Federal Fluminense desde 2008 e pesquisadora associada do Grupo “Racionalidades em saúde: sistemas médicos e práticas complementares e integrativas”, participando ativamente da linha de pesquisa “Ensino e formação profissional em saúde: questões relativas às distintas racionalidades médicas e práticas integrativas em saúde”.

out 25

Campanha “Democracia na Saúde Já” – Ecomedicina

Vídeo institucional da campanha “Democracia na Sáude Já”, do grupo Ecomedicina. O objetivo da ação é buscar por meios legais o respaldo da justiça para implementar a Homeopatia no Sistema Único de Saúde.

Mais informações: www.ecomedicina.com.br

 

out 25

Liga de Medicina Complementar e Integrativa da UERJ

Uma atividade de extensão vinculada ao curso de graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro(FCM-UERJ), a Liga de Medicina Complementar e Integrativa (Limci) é um exemplo de como o estudo das Racionalidades Médicas vem crescentemente permeando todos os níveis do ensino. Como uma liga acadêmica, a Limci segue dois princípios básicos: compreende as práticas de ensino, pesquisa e extensão; e foi criada e é gerida por estudantes de graduação. A importância disso deve ser enxergada a curto e longo prazo, no sentido de que não só esses estudantes tiveram interesse em conhecer e aprimorar seu conhecimento nas Racionalidades Médicas, como eles serão potenciais vetores de disseminação desse conhecimento. Segue, abaixo, um breve relato cedido pela Gestão 2013 da Limci para o grupo:

“O projeto surgiu em 2007 como uma liga acadêmica, usando a nomenclatura Liga Alternativa, e se tornou em 2009 um projeto de extensão levando os conhecimentos obtidos nas aulas para a sociedade.

A implantação do projeto foi motivada pela crescente divulgação das práticas terapêuticas nos meios de comunicação, acompanhado por um aumento de seus adeptos dentro da sociedade brasileira. Uma grande parte dessas terapias conta com muitos estudos e artigos científicos e são utilizadas há muito tempo pela população mundial. Acupuntura, homeopatia e hipnologia fazem parte da lista de especialidades médicas reconhecidas pelo conselho federal de medicina. Além disso, o governo federal criou em 2006 a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) o que levou a um aumento considerável dos atendimentos em  homeopatia e acupuntura no SUS, que em 2008 contabilizaram 700 mil atendimento em todo território nacional.

A Liga de Medicina Complementar e Integrativa (LiMCI) é um espaço acadêmico alicerçado no tripé ensino, pesquisa e extensão cujos objetivos são discutir esse tema dentro da faculdade, promover um estudo das práticas complementares utilizadas na saúde brasileira,  buscar a expansão das terapias complementares, criar um ambiente propício ao desenvolvimento de pesquisas nesta área e respeitar a medicina complementar como escolha de cuidado com a saúde, considerando seus riscos e benefícios, principalmente quando associados à terapêutica tradicional.

Ela se estrutura em simpósios e atividades práticas. São 4 simpósios anuais que englobam algumas das principais práticas complementares disponibilizadas no SUS ou aceitas pelo conselho federal de medicina (homeopatia, acupuntura, fitoterapia, medicina chinesa, hipnose) e são abertos aos alunos do 1º ao 6º ano de medicina e também a outros cursos e faculdades. As atividades práticas são restritas aos ligantes e constituem-se de visitas a instituições de ensino com trabalhos nesta área e desenvolvimento de projetos de extensão em escolas e voltados para a população geral. Os simpósios são independentes, porém para ser ligante é necessário ir a três dos quatro eventos e é necessário ter 75% de presença nas atividades práticas.

Nesses 6 anos de existência da liga,  o estudante pode perceber a importância de uma relação médico-paciente centrada na pessoa, que valorize e respeite a fala do outro, bem como sua cultura, crenças e credos, aumentando, com isso a adesão ao tratamento. Foram feitos projetos como ‘Plantando Saúde’ em que a população aprendeu a montar uma horta caseira, a plantar e a cultivar algumas plantas indicadas para o tratamento de doenças do trato respiratório superior, ‘Quiz das plantas’, em que, de uma forma lúdica, foi ensinado sobre as indicações e uso correto de plantas medicinais que são fornecidas nas clínicas de família como fitoterápicos e ‘Um passeio sobre as práticas complementares’ em que buscou-se divulgar as terapias complementares através de banners, folders, vídeos e rodas de conversa. Ademais, foram montados projetos de pesquisa, a fim de avaliar o conhecimento da população, de estudantes de medicina e de médicos quanto as práticas complementares. Além disso, foram apresentados trabalhos em diversos congressos.

A LIMCI, nesse sentido, é um espaço singular de ensino, pesquisa e extensão e sua importância se torna ainda maior visto que a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) se manteve resistente ao avanço das práticas complementares, deixando uma lacuna a ser preenchida na formação de seus médicos.”

out 25

As Duas Faces da Montanha: estudos sobre medicina chinesa e acupuntura

Organizadora: Marilene Cabral

Co-autores: Madel T. Luz, Marcos S. Queiroz, Dennis W. V. Linhares Barsted, Daniel Luz, Marilene Cabral do Nascimento, Maria Inês Nogueira e Lilian Moreira Jacques.

A coletânea organizada por Marilene Cabral orienta o leitor a respeito das denominadas “medicinas alternativas”, especialmente no que se refere à Medicina Chinesa e à Acupuntura, temas que agregam pesquisadores do Grupo “Racionalidades Médicas”.

Os textos fundamentam-se em leituras, experiências e contribuições advindas do campo da saúde e da educação, com enfoques variados. Sentidos e significados dos conceitos “medicina alternativa” e “movimento vitalista”; medicina tradicional chinesa e racionalidade médica; a importância da cosmologia na fundamentação das racionalidades médicas; o processo de legitimação, institucionalização e regulamentação da acupuntura no Brasil; estratégias de diálogo entre diferentes saberes e práticas em saúde, na sociedade contemporânea; a incorporação da acupuntura pelo médico ocidental; as teorias científicas da acupuntura são os temas reunidos e analisados do ponto de vista da cultura, da política, da filosofia e da institucionalização dos saberes e práticas de saúde no Brasil.

Trata-se de uma iniciativa que inaugura a discussão das “medicinas alternativas” na coleção “Saúde em Debate” da Ed. Hucitec e, portanto, atende a uma demanda de leitores – pesquisadores, professores, alunos e gestores do serviço público de saúde – que há muito vêm solicitando bibliografia comprometida com a pesquisa na área específica. Nesse sentido, não só os profissionais do campo da saúde e da educação, na dimensão disciplinar, mas também os curiosos e interessados no tema poderão usufruir de uma boa leitura.

out 25

Carta de Juazeiro

Resultado do I Encontro Nordestino de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde – Pela reconstrução do modelo de cuidado, a Carta de Juazeiro é construção coletiva de grupos diversos que participaram do evento. Segue abaixo a íntegra da carta.

CARTA DE JUAZEIRO

Nós, representantes dos usuários, profissionais da saúde, gestores e professores de Instituições de Ensino Superior (dos Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro) que participamos do I Encontro Nordestino de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, realizado na cidade de Juazeiro da Bahia, no período de 29 maio a 02 de junho de 2013, vimos por meio desta carta, encaminhar proposições ao Governo Federal, Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde, Entidade

s Representativas, movimentos populares e sociedade em
 geral, com o intuito de fortalecer a inserção das Práticas Integrativas no Sistema Único de Saúde como legitimação dos princípios doutrinários e organizativos do Sistema Único de Saúde.

1. Assumir o entendimento de que o campo das PICs é Inter/transdisciplinar do ponto de vista técnico-científico e da tradição, sendo impossível que qualquer que seja a categoria profissional tenha exclusividade sobre ele;

2. Criar grupo técnico para ampliar o debate sobre o campo das PICs no sentido de analisar a possibilidade de inclusão e ampliação do escopo das práticas na PNPIC;

3. Capacitar e sensibilizar Gestores para formulação de políticas nas esferas municipais e estaduais a luz das diretrizes da Política de Práticas Integrativas e Complementares no SUS;

4. Organizar 1ª Mostra Nacional de PICs para troca de experiências no âmbito do SUS;

5. Incluir o fortalecimento das PICs como uma das prioridades do Pacto pela Vida;

6. Incluir e estruturar os Pontos de Atenção em PICs nas diversas redes de Atenção a Saúde (RAS) do SUS;

7. Orientar estados e municípios a incluírem em seus PPAs recursos de investimento para fortalecimento dos Pontos de Atenção em Práticas Integrativas nas diversas redes de RAS do SUS;

8. Definir a implantação das PICs como um critério de desempenho para certificação do Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade na Atenção Básica;

9. Definir recurso indutor, fundo a fundo, com rubrica específica para a PNPIC dentro do bloco de financiamento da Atenção Básica;

10. Incluir na sala de situação de Saúde do MS o tópico das Práticas Integrativas;

11. Garantir recursos específicos, voltados ao ensino, serviço e pesquisa das PICs para o SUS;

12. Estabelecer metas e indicadores para pactuação e avaliação das PICs em todos os instrumentos formais de gestão no SUS;

13. Inserir o tópico das PICs no roteiro eletrônico do PLANEJASUS que é orientador dos Planos Municipais e Estaduais de Saúde;

14. Promover a integração entre PNPIC e PNEPS-SUS, fortalecendo os espaços existentes e criando novos;

15. Recomendar ao Ministério da Educação a Inclusão da temática das PICs em cursos de formações específicos e nos Projetos Pedagógicos dos cursos de formação em todas categorias profissionais de saúde;

16. Atender as recomendações do relatório final da 14° Conferência Nacional de Saúde com relação às PICs.

Juazeiro, 01 de junho de 2013.”

out 25

PPGSC-UFF: Paradigmas em Saúde e Cultura Contemporânea

O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense (PPGSC-UFF) nasce com o compromisso de desenvolvimento científico do campo da saúde coletiva, buscando incrementar a pesquisa na área e articular o conhecimento acadêmico com os serviços de saúde.

Esta linha tem uma vasta inserção nos diversos temas relacionados ao Planejamento, Formação e Avaliação em Saúde, e Bioética. Prioriza estudos na área dos modelos tecnoassistenciais em saúde, processos e tecnologias de trabalho, associados à avaliação de sistemas e serviços de saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde e/ou da Saúde Suplementar. Formação e educação permanente em saúde. No tema da produção do cuidado têm sido realizados estudos com foco na micropolítica, associados a estudos da subjetividade.

O PPGSC-UFF oferece ainda a disciplina Paradigmas em Saúde e Cultura Contemporânea, coordenada pela profª. Maria Inês Nogueira, que viabiliza o conhecimento de novas abordagens sobre o adoecimento humano. A proposta principal é desenvolver uma reflexão epistemológica sobre os fundamentos de diversos paradigmas em saúde e problematizar a sua convivência na contemporaneidade.

Inicialmente, discute-se o surgimento de novos paradigmas em saúde na segunda metade do século XX. A partir de então a reflexão se volta para as contribuições desses paradigmas na área da saúde, com destaque para alguns de seus aspectos inovadores: a afirmação da Saúde como categoria central; a valorização do Sujeito doente ao invés da Doença; a importância da relação terapeuta-paciente como elemento fundamental do
atendimento; a busca de meios terapêuticos simples, baratos e eficazes em situações comuns de adoecimento e o resgate da autonomia do paciente. Procura-se, paralelamente, estabelecer uma articulação entre essas características e certas premissas humanizantes atuais do campo da Saúde Coletiva, tais como: a ampliação da clínica, o acolhimento, o cuidado e a integralidade das ações de saúde.

out 25

Disciplina Trabalho de Campo Supervisionado (Medicina – UFF)

Oferecida pelo Instituto de Saúde da Comunidade daUniversidade Federal Fluminense (ISC-UFF), a disciplina Trabalho de Campo Supervisionado I (TCS I), obrigatória para alunos do primeiro ano do curso de Medicina da UFF, se constrói na busca da diversificação de cenários de ensino-aprendizagem a partir das seguintes articulações: com a disciplina Saúde, População e Cultura  (Saúde e Sociedade I e Epidemiologia I), com o campo de prática das profissões da área da saúde e com o desafio de tecer uma rede de saberes centrados na integração aprendizagem-extensão-pesquisa.

Seus principais objetivos são refletir sobre práticas médicas em suas dimensões socioculturais, discutir o papel e a responsabilidade ética dos profissionais de saúde e articular sua compreensão teórica com a prática em diversos cenários de aprendizagem. A ementa da disciplina consiste na caracterização qualitativa e quantitativa do cenário ambiental, populacional e psicosocial nos níveis local e municipal, na experiência com trabalhos de grupos e na identificação de grupos, seu papel e tipos de vínculos.

A disciplina é organizada em diversos grupos, dentre os quais, no primeiro período, há um com enfoque no tema das Racionalidades Médicas. Nele, faz-se uma abordagem prático-conceitual das três racionalidades médicas escolhidas para estudo – biomedicina, medicina chinesa e homeopatia. A proposta central é mostrar como cada modelo médico foi construído e como se trabalha com aquele modelo. Inicia-se então uma discussão em sala de aula de cada racionalidade médica em questão, a partir da leitura de textos e de outras dinâmicas associadas (filmes, debates, dramatizações, etc.). São programadas então visitas à instituições de saúde e de ensino relacionadas com as três racionalidades estudadas e a observação dos atendimentos é orientada por um roteiro, elaborado em conjunto com os alunos, com foco nas seguintes questões: impressões sobre o ambiente; relação médico-paciente; articulação da anamnese com os conceitos de illness e disease; observações dos sentimentos do observador.