mar 16

Diabetes tipo 2: quais alimentos podem ajudar a controlar?

Uma doença que atinge grande parte da população brasileira, é o diabetes tipo 2. E ela acontece, porque o pâncreas, não consegue mais produzir a quantidade necessária de insulina que o organismo necessita.

O primeiro passo, para quem sofre de diabetes tipo 2, é eliminar o açúcar de sua dieta diária, ou seja, consumir o mínimo possível de alimentos que possuam glicose. Está querendo uma alimentação mais saudável para ajudar a controlar sua diabetes tipo 2? Então iremos lhe ajudar.

Confira agora 5 alimentos que ajudam a controlar o diabetes tipo 2.

  • Linhaça

Uma semente com altos índices de magnésio, alto agente no controle de glicemia e ainda ajuda a liberar mais insulina em nosso organismo.

Muito nutritiva, rica em gorduras boas e fibras. Pode ingeri-la todo os dias, de preferência, no café da manhã.

  • Maçã

Essa fruta é extremamente rica em pectina, fibra que auxilia o mau colesterol e no controle da glicemia. Sem contar que é uma ótima fonte de vitaminas, contribuindo também para maior saciedade e não possui muitas calorias, uma unidade possui cerca de 80 calorias.

  • Batata doce

Mesmo sem batata, ela é muito rica em fibras, absorvendo a gordura do organismo e ajudando a reduzir o colesterol e a glicemia.

A batata doce consegue evitar que o açúcar se eleve no sangue, evitando os chamados picos de açúcar que prejudicam tanto quem sofre de diabetes tipo 2.

Pode consumi-la duas vezes por semana, de preferência, assada.

  • Abacate

Ótima fonte de gorduras boas, o que o torna calórico, mas se consumi-lo com moderação, é um excelente auxiliar na retardação da digestão, evitando que o açúcar chegue muito rapidamente na corrente sanguínea.

Pode consumi-lo uma vez por semana.

  • Brócolis

Rico em fibras, vitamina C e um excelente antioxidante. Ajuda muito também na saciedade, sem contar que ele contém cromo, um mineral essencial para o controle da glicemia no sangue.

Consuma ao menos uma vez por semana.

  • Iogurtes sem gordura

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Iogurtes que possuam baixo de teor de gorduras, são ótimas alternativas para quem sofre de diabetes tipo 2. Com gorduras saturadas reduzidas, que se consumidas em excesso também ajudam a favorecer problemas cardiovasculares, vilões para quem possui diabetes tipo 2.

Alimento muito rico em cálcio, excelente agente no combate ao acúmulo de gorduras.

  • Peixes de águas profundas e frias

Sardinha e salmão, são peixes de águas frias e profundas, como também a cavalinha e o atum, ótimos para a saúde por seus altos níveis de ômega 3.

Pesquisas afirmam, que o consumo desses peixes, diminuem a incidência de diabetes tipo 2 e ainda diminuem a concentração de glicose em nosso organismo.

Viu como é simples inserir alimentos de nosso cotiado para o controle do diabetes tipo 2? Inclua esses alimentos em sua dieta e verá como seu índice glicêmico irá reduzir bruscamente.

fev 22

Quais são os sintomas da febre amarela

Um dos temas mais debatidos ultimamente é a febre amarela. Isso por que trata-se de uma doença que pode se manifestar de forma grave, levando a pessoa a óbito. Por isso, é importante conhecer as formas de contágio, de prevenção e também os sintomas dessa doença.

Assim é possível evitar que ela seja contraída, ou pelo menos saber o momento certo de buscar por ajuda médica. E para você se manter informado, vamos conversar sobre isso neste artigo. Continue lendo e descubra quais são os sintomas da febre amarela e outras informações sobre essa doença.

Os sintomas da febre amarela

Vamos começar falando sobre eles, porque muitas pessoas não sabem como diferenciar essa doença de outras. Também porque é importante não se automedicar, já que algumas substâncias acabam agravando o quadro da pessoa, podendo levar à morte.

Quando alguém contrai a febre amarela os sintomas nem sempre se manifestam, ou são fracos e não incomodam muito. Isso por que a forma mais comum da doença é aquela de baixa gravidade, quando o organismo se cura sozinho.

De toda forma, os sintomas inicias da febre amarela surgem de forma repentina e duram cerca de 3 dias. São eles:

  • febre alta;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • cansaço;
  • calafrios;
  • náuseas e vômitos.

Quando a pessoa contrai a forma mais grave da febre amarela, depois desses sintomas ela sente dois ou três dias de bem-estar, em seguida, manifestam-se sensações mais intensas, sendo:

  • olhos e pele amarelados (icterícia);
  • insuficiência hepática e renal;
  • cansaço intenso;

É de extrema importância que a pessoa busque ajuda médica, mesmo que esteja apresentando apenas os sintomas iniciais da doença. O especialista a avaliará para identificar a forma da doença e sugerir o tratamento adequado, a fim de evitar complicações maiores.

Contágio e prevenção

A melhor forma de evitar sofrer desse mal é com a devida prevenção, e para isso, é importante conhecer a forma de contágio. A febre amarela é causada por um vírus, e ele é transmitido pela picada de mosquitos.

Em meio urbano, quem transmite o vírus da febre amarela é o Aedes aegypit. Ele pica pessoas ou macacos infectados e transmite o vírus para outros indivíduos. Assim, a doença não é transmitida pelo macaco, mas sim pelo mosquito.

Então, a prevenção deve começar com o combate aos focos do Aedes, da mesma forma como nos prevenimos contra a dengue. Também é importante tomar a vacina, que é oferecida gratuitamente em postos de saúde.

Porém, esteja atento às restrições da vacina, que como todas as demais, não pode ser administrada em alguns grupos de pessoas, nesse caso, bebês, idosos, alérgicos a ovo e outras substâncias, pessoas imunodepressivas, entre muitas outras.

Informe-se com um profissional de saúde para saber se você pode tomar a vacina, se não puder, não se preocupe. Basta combater os focos do mosquito em sua casa e usar um repelente contra insetos.

Ao menor sinal dos sintomas da febre amarela, procure ajuda médica. Não espere o quadro se agravar e nem se automedique, para evitar as complicações que isso pode causar. E não se esqueça de que o combate ao mosquito é essencial para proteger toda a sociedade, e a vacina é fundamental para erradicarmos essa doença.

Você pode saber mais sobre a Febre Amarela clicando aqui

jan 10

Transplante de útero: o primeiro da América Latina

O transplante de órgãos é um procedimento médico que ajuda a salvar a vida de pessoas que apresentam complicação ou limitação de alguma função orgânica. Podem ser transplantados órgãos como o coração, os rins, fígado, córneas, entre outros.

Transplante de Útero

Mas você sabia que também existe o transplante de útero? Essa é uma cirurgia que já acontece nos Estados Unidos e também na Turquia, porém, ainda era novidade na América Latina, o que inclui o Brasil.

Porém, em 2016 foi realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) o primeiro transplante de útero da América Latina, em uma mulher de 28 anos de idade.

A diferença dessa cirurgia realizada no Brasil para aquelas feitas nos outros dois países, é que por aqui foi utilizado o órgão de uma mulher que já havia falecido, enquanto nos outros casos a doadora era viva.

Vantagens do doador com óbito

A vantagem de utilizar-se uma doadora diagnosticada com óbito é que não arrisca-se a vida e saúde de uma mulher ainda viva para que outra possa realizar o sonho de ser mãe. Sim, porque o órgão transplantado mantém suas funções.

A prova disso é que em dezembro de 2017 a mulher que recebeu o transplante gerou o seu primeiro filho. Ela possuía a síndrome de Rokitansky, ou seja, havia nascido sem o útero. E para ter o seu primeiro filho foi realizada uma fertilização in vitro, para garantir que o casal teria embriões saudáveis.

Foram utilizados os materiais dela e de seu marido para a fertilização, então, os embriões ficaram aguardando até o término do transplante e a recuperação da mulher para serem implantados no útero.

A Gestação

A gestação correu sem complicações e foi acompanhada pelos médicos e pesquisadores de perto. Com 36 semanas o parto por cesariana aconteceu e o bebê nasceu saudável. Esse tempo é média gestacional para mulheres com úteros transplantados. Porém, após o parto é feita também a retirada do útero transplantado, em função do tratamento de imunossupressão.

Esse transplante e gravidez são casos únicos no mundo, resultantes do estudo que integra o projeto de pesquisa da  Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e com apoio do Hospital das Clínicas.

Todo o processo teve a aprovação do comitê de ética em pesquisas e passou por testes anteriores em animais e cadáveres. Outras duas mulheres também participaram do estudo, porém, elas não tiveram sucesso com suas gestações.

Por isso esse caso é tão importante. Além de ser o primeiro transplante de útero da América Latina, o órgão partiu de doadora falecida e ainda foi possível concretizar uma gestação.

Esse é começo de novos passos para mais alternativas de possibilitar que casais realizem o sonho de ter um filho, mesmo que a mulher não possua o útero.

 

 

dez 25

: Novo método de tratamento combate doenças com alteração de gene

Diversas doenças que atingem os seres humanos estão relacionadas com seus genes. São doenças hereditárias, mutações e outras alterações que fazem com que o DNA de uma pessoa provoque distúrbios orgânicos.

Porém, existe uma técnica chamada de Crispr-Cas9 que se trata de uma edição genética. Por meio dessa técnica é possível fazer recortes no DNA das pessoas e mudar a composição do seu código genético. Com isso, é combate-se doenças como a diabetes tipo I, lesões agudas nos rins e distrofia muscular.

No entanto, um melhoramento dessa técnica, desenvolvido por pesquisadores do Instituto Salk, na Califórnia (EUA), possibilitou uma alternativa para alteração de gene sem que fosse preciso fazer esse recorte na composição genética.

Sob liderança de Hsin-Kai Liao, os pesquisadores agora podem usar essa técnica Crispr aprimorada e reduzir o risco de acontecerem mutações indesejadas. Enquanto na  primeira técnica utiliza-se uma proteína viva, no novo método utiliza-se uma proteína considerada morta, e alcança-se o ponto específico do mesmo jeito.

A correção do DNA é feita sem cortes e de uma forma indireta. É estimulado o mecanismo conhecido como epigenética utilizando-se um vírus. Ele modifica o meio onde o gene será inserido, e assim, o DNA é preservado íntegro, porém altera-se.

Doenças que foram tratadas por meio dessa técnica

Ainda em estudo, a nova técnica por enquanto apenas foi testada em camundongos. Porém, bons resultados já foram observados para tratamento do diabetes, da distrofia muscular e insuficiência renal. Sendo:

Na diabetes tipo 1:

A resposta ao tratamento se deu nas células do pâncreas, que voltaram a produzir insulina.

Na distrofia muscular:

Foi possível recuperar o crescimento muscular das cobaias, aumentando a manifestação dos genes normais e reduzindo aqueles que estavam provocando a doença.

Na insuficiência renal:

A técnica foi aplicada com sucesso para a desativação dos genes que provocam o mau funcionamento dos rins.

Porém, ainda é preciso aprofundar os estudos para saber se o tratamento provoca efeitos, para isso, as cobaias são observadas a fim de analisar se é possível utilizar o método em humanos. Se os resultados se mostrarem satisfatórios, então, espera-se que dois de seus benefícios sejam para tratamento do Mal de Parkinson e de Alzheimer.

Essa nova técnica de alteração de gene foi aprimorada no ano de 2012 e já foi utilizada em outras áreas de conhecimento também, como na criação de porcos para que não contraiam viroses, também na criação de amendoins que não causem alergias, cães extra musculosos, trigo que resista ao ataque de pragas e também alterações no genoma de embriões humanos.

Essa é mais uma esperança para quem ainda convive com males que no momento a medicina não pode curar. Também uma nova tecnologia que vai permitir alcançar mais qualidade de vida e melhor aproveitamento de recursos em vários setores.

 

dez 18

Dor nas costas: saiba quando é possível tratar esse problema

Quem nunca sentiu uma dor nas costas, seja na parte mais alta da coluna ou então na região da lombar? A dor nas costas é a principal causa de afastamento do trabalho no Brasil e praticamente todo mundo já sentiu um incômodo nessa região, seja por sentar-se de forma inadequada ou então por fazer esforço demais.

Mas há bamboem quem conviva com essa dor todos os dias, ela parece que nunca vai passar. Esse é um grande tormento, já que a convivência com a dor pode interferir no rendimento pessoal e causar desânimo, cansaço, ansiedade, depressão e estresse.

E neste artigo vamos falar um pouco sobre esse mal para que você entenda quando é possível tratar a dor nas costas e se livrar dela.

Por que a coluna dói?

O que sustenta o nosso corpo em pé é a coluna, e por isso, a pessoa pode sentir dores nessa região. É muito comum que as dores na coluna se manifestem quando a pessoa assume uma postura inadequada, seja para dormir, ao sentar-se, ao trabalhar ou desempenhar alguma atividade.

A sobrecarga de peso na coluna também pode provocar dores, e esse é um problema frequente, porque as pessoas assumem uma postura errada na hora de levantar peso. O ideal é que os joelhos sejam flexionados para que o peso do objeto seja sustentado pela pernas.

Mas o que acontece é que costuma-se dobrar a coluna para frente e levantar o objeto, o que força a região da lombar. Essa, aliás, é a parte mais afetada da coluna, porque sendo sua última parte, ela é o que sustenta todo o peso do corpo. A coluna dói, então, quando:

  • realizamos movimentos que forçam as vértebras;
  • colocamos sobrecarga nela;
  • adotamos uma postura errada;
  • quando ela sofre impactos e vibrações.

É comum que pessoas que trabalham muito tempo, em pé ou sentadas, que realizam movimento de rotação na coluna ou que carregam peso, sintam com mais intensidade as dores na coluna. E essas dores podem atingir também as pernas.

As dores de coluna interferem nas atividades diárias e podem fazer com que a pessoa tenha que afastar-se do seu taralho e suas tarefas. E elas podem se manifestar de forma aguda ou crônica.

Dores de coluna agudas

As dores agudas na coluna são aquelas que se caracterizam por serem passageiras. A dor vem, é tratada e logo vai embora, pode ou não reincidir, mas não duram por mais do que 12 semanas.

Dores de coluna crônicas

Já quem sente dor crônica na coluna pode sentir esse incômodo por mais de 12 semanas e sentir a dor o tempo todo. Não consegue cumprir suas atividades e não vê a dor aliviar. Há pessoas que convivem a vida toda com essa dor.

Quando a dor nas costas tem tratamento?

Sempre é possível aliviar a dor nas costas de um paciente. Ela pode acontecer por motivos muito variados, desde um simples mal jeito na coluna até a presença de uma hérnia, artrose, infecção ou inflamação, entre outros.

Por isso, o ideal é procurar pelo especialista para conhecer as causas da dor e então adotar o melhor tratamento. Ele vai depender do fator que tem provocado o incômodo. Há casos em que os medicamentos conferem o alívio, outros que é preciso fazer fisioterapia, a redução do peso corporal, a prática de atividades físicas. Entre outros.

Para caso que não têm cura, como a artrose, a pessoa deve adotar outros hábitos para minimizar o desconforto, como fazer atividades físicas, usar a medicação e por vezes também a suplementação de colágeno.

Mas cada caso é um caso, e por isso, o melhor tratamento é aquele indicado pelo especialista depois de analisar e avaliar todo o quadro do paciente. Por isso, quem sente dores de coluna deve sempre procurar por um especialista a fim de obter um diagnóstico preciso e realizar o tratamento adequado e se ver livre desse incômodo ou pelo menos minimizar a dor que sente.

 

dez 13

Plantas Medicinais segundo a USP

Quem nunca tomou um chazinho para curar o resfriado, acalmar a tosse ou melhorar a indigestão? O uso de plantas medicinais é muito antigo, afinal, foi por meio delas que surgiram as primeiras curas ainda em épocas remotas.

Essa herança dos nossos antepassados continua muito presente em nosso dia a dia e cada vez mais cresce a procura por medicamentos fitoterápicos; e isso se dá em razão do fato de eles serem menos agressivos para o organismo.

No entanto, é preciso ter cuidado com a administração de medicamentos provenientes de plantas, porque elas, assim como os medicamentos sintéticos, também podem causar efeitos colaterais. Sendo que algumas plantas podem ser tóxicas para o organismo ou contraindicadas em casos especiais.

Consideremos que as plantas também possuem princípios ativos e que essas substâncias promovem alterações orgânicas que podem ser tanto benéficas como maléficas para a saúde. E nesse ínterim, é essencial conhecer muito bem a planta e os efeitos que ela provoca.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre os anos de 2013 e 2015 o número de procura por medicamentos fitoterápicos no SUS cresceu cerca de 161%. Isso é positivo, mas segundo a Professora Elfriede Marianne Bacchi, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, é preciso ter cuidado.

Isso porque é essencial que todas as atividades do princípio ativo da planta sejam estudadas e clinicamente testadas, assim como precisa acontecer a padronização dos medicamentos fitoterápicos. Somente assim pode-se garantir sua eficácia e segurança para a saúde das pessoas.

O cultivo também requer padronização

E não é somente a manipulação do princípio ativo das plantas que exige cuidado para fabricação de medicamentos. Agora também está sendo descoberto que o meio onde elas são cultivadas por influenciar em suas propriedades.

O estudo “Avaliação da variação sazonal dos principais metabólitos secundários e da atividade anti-inflamatória de extratos de Tithonia diversifolia (Helms.) a. Gray (Asteraceae)”, cujo autor principal é Bruno Leite Sampaio, vem mostrar isso.

De acordo com esse estudo foi constatado que os fatores ambientais influenciariam o metabolismo da planta estudada, e com isso, as suas propriedades foram afetadas ao longo de 2 anos. Isso indica que é preciso estar atento também com a forma como as plantas medicinais são cultivadas.

Para as demais plantas utilizadas como medicamento também é preciso estudar a influência do meio em seu princípio ativo, e ter certeza das alterações que isso pode ocasionar para evitar que ou ela não promova o efeito esperado ou então tenha uma ação diferente no organismo.

A utilização de medicamentos fitoterápicos é uma nova opção para tratar diversos tipos de males. Porém, as plantas medicinais precisam ser mais estudadas e sua ação também, assim será possível padronizar a fórmula desse composto para que ele realmente se mostre uma alternativa segura e eficaz que venha complementar ou mesmo substituir o tratamento convencional.

dez 04

Obesidade: Por que engordamos com o tempo?

Manter o peso ideal pode ser uma meta, mas é difícil de ser alcançada depois que atingimos certa idade. Isso porque basta chegar aos 30 que o corpo parece mudar totalmente e as roupas vão encolhendo…

Mas você sabe por que conforme a idade avança os quilos a mais vão chegando? Nós vamos explicar isso neste artigo. Você vai descobrir que há mais fatores envolvidos do que imaginava. Continue lendo!

Metabolismo

A queima de gordura em nosso organismo é de responsabilidade do metabolismo. E quando nós envelhecemos ele tende a ficar mais lento, ou seja, ele consome menos calorias quando está em repouso.

Isso acontece porque o corpo procura meios de manter sua sobrevivência, e para isso, ele acumula reservas naturais caso precise. Assim, os quilinhos aparecem porque nossas células ao invés de queimar a gordura se agarram a ela.

Estresse

O estresse também pode provocar o aumento dos quilinhos indesejados, porque quando nos estressamos costumamos descontar isso na comida. Comer ajuda a melhorar a sensação de bem-estar, e os alimentos açucarados e calóricos causam ainda mais satisfação do que aqueles saudáveis.

O ideal seria controlar o estresse por meio de atividades relaxantes ou a prática de exercícios físicos. E para não ganhar calorias, consumir lanches mais leves e naturais, a fim de evitar as substâncias que ficariam acumuladas no corpo.

Insônia

Com o passar do tempo nosso corpo produz cada vez menos melatonina, o hormônio do sono, e assim vem a dificuldade para dormir. Pessoas que sofrem com insônia, que dormem pouco ou tem má-qualidade de sono, possuem maiores chances de apresentarem sobrepeso. Durante a noite nosso metabolismo também queima calorias e a produção hormonal se regula.

Quando não damos para nosso organismo esse tempo que ele precisa, então, os quilos se acumulam. E os problemas para dormir também se relacionam com o estresse e ainda o causam, assim, maiores ainda as chances de engordar.

Televisão

Conforme ficamos mais velhos já não agrada mais sair de casa, e o passatempo preferido começa a ser a televisão. Mas, ela também pode nos fazer engordar, porque além de ficarmos parados ainda comemos.

Vendo um filme, a novela ou um programa de TV, acabamos comendo lanchinhos práticos como batatas, salgadinhos, chocolate e outras guloseimas. Assim, juntamos o sedentarismo com a ingestão excessiva de calorias.

Medicamentos

Alguns grupos de medicamentos também podem interferir no ganho e perda de peso. E como com o passar do tempo muitas vezes precisamos tratar problemas que surgem, então, mais uma vez ficamos expostos aos quilos extras.

O ideal é manter a saúde em dia, praticar atividades físicas e também conversar com seu médico se há opções de substâncias que causem o menor impacto possível em seu organismo. Porém, nuca deixe de tomar um medicamento, porque os danos a sua saúde seriam ainda piores do que quilos a mais.

Alterações hormonais

E com o tempo nosso corpo também começa a produzir menos hormônios, e eles são também influenciadores do ganho de peso. As mulheres sentem muito isso quando chega a menopausa, mas para os homens acontece o mesmo.

Com o avanço da idade e a baixa produção hormonal, vem também o acúmulo de gordura. Mas isso pode ser controlado ou amenizado com reposição hormonal, uma dieta balanceada e ainda a prática de atividades físicas.

Com o avanço da idade parece que estamos em desvantagem, não é mesmo? Mas se mantivermos os cuidados com nossa saúde, se dermos atenção para nosso bem-estar mental e ainda sairmos do sedentarismo, é possível controlar o ganho de peso e envelhecer de bem com a balança.

nov 28

Como ter acesso a medicamentos grátis no SUS?

Nem todas as pessoas podem pagar por um plano de saúde ou custear consultas médicas particulares. E para manter os cuidados médicos elas contam com o Sistema Único de Saúde, o SUS, onde recebem atendimento básico, especializado e hospitalar.

Mas além deles as pessoas que utilizam o SUS também estão cobertas pela Assistência Farmacêutica. Ou seja, ao passar por uma consulta do SUS o paciente tem o direito de receber o medicamento gratuitamente.

O acesso aos medicamentos gratuitos acontece apenas para quem possui uma receita emitida por um especialista que atende por meio de uma das instituições ligados ao SUS. Isso para garantir que apenas quem não tem condições financeiras de arcar com sua medicação é que realmente a está recebendo.

Pessoas que passam por consultas particulares, ou que são atendidas por planos de saúde, não podem retirar medicamentos em farmácias do SUS. Mas elas também têm o direito de utilizar esse serviço, e aí sim podem usufruir da Assistência Farmacêutica pública.

Os três componentes da Assistência Farmacêutica do SUS

A Assistência Farmacêutica oferecida pelo SUS se divide em três componentes distintos que atendem uma demanda diferente. Esses componentes são o básico, a especialização e o estratégico.

Componente básico

Atende as pessoas que passam por consultas em Unidades Básicas, e geralmente os medicamentos são encontrados em centros especializados ou de referência, como da mulher, mental, do idoso, entre outros.

Disponibiliza medicações para tratar casos mais simples e frequentes, como hipertensão, diabetes, e que exigem substâncias como antibióticos, analgésicos, antidepressivos, anticoncepcionais, anticonvulsivantes, antitérmicos, entre outros.

Componente Especialização

Trata de casos mais complexos e que exigem medicamentos mais custosos. O responsável por financiar esses medicamentos pode ser a União, o Estado ou o Município. Nesse caso, os remédios são liberados quando há a requisição do médico e um laudo.

São substâncias que requerem mais atenção e controle, com a justificativa para serem retirados. São distribuídos por Núcleos Regionais, e geralmente são da classe de imunossupressores, oncológicos, para transplantados, para os ossos, sistema nervoso central e outros.

Componente Estratégico

Atende a demanda de pacientes que possuem doenças epidemiológicas, e por isso trata como estratégias, a fim de não gerar endemias e um alto custo para tratamento dos pacientes. Atendem o tratamento de tuberculose, de DSTs, da AIDS, hanseníase, doenças endêmicas focais, Influenza, e outros.

O sistema de distribuição de medicamentos gratuitos pelo SUS é organizado e disponibiliza uma ampla lista de substâncias. Porém, como dito, é preciso ser atendido por um especialista do SUS para fazer uso deles. Ou então obter um laudo que ateste a necessidade da substância quando ela é de uso controlado ou custosa.

nov 22

Agora SUS disponibiliza medicamento para Alzheimer

No dia 9 de novembro de 2017 foi publicado no Dário Oficial que o Ministério da Saúde incluiu a substância memantina na lista de medicamentos oferecidos pelo SUS. Ele é indicado para tratamento do Mal de Alzheimer e aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O pedido de incorporação do medicamento na lista do SUS já havia sido feito em julho do mesmo ano, por uma comissão avaliadora. Segundo o relatório, o efeito que a substância promove é pequeno, no entanto, para quem sofre com a doença ele é significativo, e por isso, ajuda a melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Essa é uma medida importante para o tratamento de casos moderados e graves da doença, já que a memantina impede a ação do excesso de glutamato sobre os neurônios. É essa substância a responsável pela morte das células neurais, por facilitar a entrada de cálcio nelas.

O medicamento não é indicado para casos leves de Alzheimer, mas nos casos moderados a memantina pode ser utilizada sem combinação com outras substâncias. O que não acontece nos casos graves.

Para esses, é preciso que ela seja cominada com medicamentos inibidores de colineterase. Essa substância impede que enzimas destruam o neurotransmissor acetilcolina, que tem função atuante sobre a memória.

O Mal de Alzheimer

Hoje, o Alzheimer é uma doença que acomete cerca de mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo. É uma doença degenerativa que costuma afetar pessoas com mais de 85 anos, sendo que 33% delas apresenta o problema.

O Mal de Alzheimer afeta as habilidades cognitivas da pessoa, com constante declínio delas. Com o passar do tempo a memória fica comprometida e a pessoa perde sua orientação no tempo e espaço.

O problema é acompanhado por mudanças de comportamento e também na personalidade. Algumas manifestações agressivas podem surgir. Com isso, a pessoa acaba limitada em suas tarefas diárias e não consegue, muitas vezes, lembrar-se nem mesmo de ter colocado uma panela no fogão, ou então, trancado a porta de casa.

Além da inclusão dessa substância na lista do SUS, o Alzheimer também tem sido foco de estudos e iniciativas que visam melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, e ainda trazer mais tranquilidade para a família.

Isso porque pessoas com Mal de Alzheimer precisam ser monitoradas constantemente, já que podem representar uma ameaça a elas mesmas, em função de não se recordarem o que estão fazendo, e também acabarem se perdendo ao sair de casa, casos que não são raros.

Por isso, essa é uma vitória no combate a esse mal, que por hora não tem cura, mas que recebe atenção a fim trazer oferecer uma vida mais saudável e segura para quem o possui.

nov 16

SEGURANÇA DO PACIENTE: UMA REALIDADE TRANSFORMADORA?

Nos dias 23 e 24 de novembro, no Anfiteatro V da Faculdade de ciência médicas da UNICAMP, estará acometendo o evento 3ª Jornada de Segurança do Paciente da Região metropolitana de Campinas. O tema central do evento para esse ano será Segurança do Paciente: Uma Realidade Transformadora?

Esse evento é voltado para estudantes da área de saúde, profissionais e também para o público que tem interesse em conhecer mais sobre o tema. Porém as vagas são limitadas e é preciso fazer a inscrição para reservar uma delas.

O público alvo desse evento são os profissionais da área de saúde como técnicos em enfermagem e enfermeiros, também farmacêuticos e técnicos em farmácia, nutricionistas, médicos e outros que atuam no setor.

Também é voltado para os profissionais que trabalham no setor administrativo e também de qualidade na área de saúde e ainda para estudantes do curso de pós-graduação ou graduação também na área da saúde.

O objetivo principal do evento é promover a disseminação de conhecimentos sobre a segurança do paciente e também proporcionar a troca de experiências entre os profissionais da área. Tudo isso com o intuito de favorecer os pacientes que se encontram e são atendidos pelas instituições hospitalares com foco na Região Metropolitana de Campinas.

O foco é que sejam observadas novas formas de atuar no setor visando a adoção de práticas que sejam mais seguras durante a assistência oferecida aos pacientes e também o monitoramento dessas práticas.

O presidente do evento é o Prof. Dr. Antonio Gonçalves de Oliveira Filho. A organização é do Hospital de Clínicas da UNICAMP, que contou com a parceria de outros hospitais da cidade de Campinas e região. Sendo: Hospital Vera Cruz, Hospital Estadual de Sumaré, Hospital da Mulher Dr. José Aristodemo Pinotti, Hospital Municipal Dr. Mario Gatti, Hospital da PUC Campinas, Hospital e Maternidade Madre Theodora, Faculdade de Enfermagem e Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Hospital Renascença de Campinas – Grupo NotreDame Intermédica,  Hemocentro e  Hospital de Caridade São Vicente de Paulo Jundiaí.

Nos dois dias de evento o público poderá participar de diversos momentos para construção de novas ideias, e a apreciação de diversas palestras ministradas por profissionais e representantes do setor de saúde.

Também haverá momentos de mesa redonda para debate de ideias e troca de experiências e informações. E os participantes terão direito ao coffe break e almoço, bem como café de boas vindas.

E para enriquecer o evento ainda haverá uma atração cultural com a apresentação do coral Zíper na Boca, e no segundo dia de evento um momento lúdico para apreciação do trabalho dos Hospitalhaços.

E além da grande contribuição para o conforto dos pacientes o evento também traz uma ação social, sendo que para todos os inscritos é solicitada a doação de um alimento, sendo feijão, leite ou bolacha recheada, que serão destinados para o Lar da Criança Feliz.

Para maiores informações e para fazer a inscrição acesse o site GGBS.