Medicalização Social e Atenção à Saúde no SUS

Livro organizado por Charles Dalcanale Tesser

Medicalização Social e Atenção à Saúde no SUSEste livro é fruto da prática clínico-sanitária temperada com reflexão e estudo sobre o processo de medicalização social, com ênfase nos seus aspectos micro-sociais, ligados ao cuidado profissional. Cotejando prática clínica e sanitária com estudos e ensaios, o livro traz reflexões e aportes teóricos sobre a medicalização social apenas o suficiente para a compreensão dos dilemas, desafios e dificuldades do cuidado à saúde na atenção básica. Convida a uma reflexão crítica e auto-crítica por todos os profissionais, gestores, estudantes e docentes, sobre a contribuição da prática profissional e dos serviços de saúde públicos para a excessiva medicalização social ora vigente. E também apresenta idéias, direções e estratégias como contribuição ao desafio de “desmedicalizar ao máximo o cuidado à saúde”, expressão que deve ficar clara ao longo dos capítulos. É um livro dedicado aos estudantes da área da saúde de graduação e pós-graduação, aos profissionais da atenção primária e aos gestores locais do SUS, para os quais esperamos que seja de utilidade tanto acadêmica e pedagógica quanto para educação permanente e reflexão dos profissionais. Leia mais »

Medicinas complementares

O que é preciso saber

(homeopatia e medicina tradicional chinesa / acupuntura)

Livro organizado por  Charles Dalcanale Tesser

Muito se tem falado nos últimos anos a respeito de medicinas alternativas, medicinas e práticas complementares, medicinas integrativas ou práticas não convencionais. Plantas que curam, acupuntura, homeopatia, meditação, reiki, oração, ioga, remédios naturais, aplicação de energia, massagens – são inúmeras as técnicas, as formas e os saberes considerados nesse conjunto das práticas alternativas ou complementares. Ainda que suscitem muita polêmica, no geral, nas últimas décadas essas práticas parecem ter sido cada vez mais procuradas, reconhecidas e valorizadas pelas populações do Ocidente e pela mídia. Tal popularidade só tem aumentado na imprensa escrita e na televisão. Este livro apresenta uma introdução geral a esse universo amplo e complexo chamado pela OMS de medicinas complementares e alternativas (MAC)/medicinas tradicionais (MT), além de alguns dos significados sociais, culturais, filosóficos e políticos envolvidos no movimento recente de valorização das MAC/MT.

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Seminário Práticas Integrativas e Complementares e Racionalidades Profissionais

São Paulo, 20/9/2011

Hora

Atividade

Composição

 

9h

Abertura
ConferênciaA Psicologia e as Racionalidades orientadoras da prática profissional Madel Therezinha Luz: Professora Uerj, Coordenadora da Comissão de Ciências Sociais em Saúde da Abrasco, tem cinco livros e duas coletâneas publicados, ampla experiência nas áreas de pesquisa e ensino. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Racionalidades Médicas do Instituto de Medicina Social (IMS/Uerj).
 

10h

Mesa

A Epistemologia e a Racionalidade das Práticas Integrativas

Nelson Felici de Barros: Cientista Social, especialista em Ciências Sociais Aplicadas à Saúde, Doutor em Saúde Coletiva. Professor da Faculdade de Ciências Médicas, da UNICAMP, coordenador do Laboratório de Práticas Alternativas, Complementares e Integrativas em Saúde –LAPACIS/UNICAMP

Daniel Luz: Coordenador da equipe de medicina tradicional chinesa no Projeto Racionalidades Médicas do Instituto de Medicina Social da UERJ
 

14h

 

 

 

Mesa

Psicologia e as Práticas Integrativas e Complementares

Luiz Eduardo Valiengo Berni: É doutor em Psicologia; mestre em Ciências da Religião. Membro fundador e Pesquisador do Centro de Educação Transdisciplinar – CETRANS); Pesquisador do Grupo de Pesquisa Estudos Transdisciplinares da Herança Africana (CNPq-UNIP).

Delvo Ferraz – Psicólogo especializado em acupuntura, especialista em Fisiologia Humana Aplicada à Medicina, representante da Sobrapa na Comissão Intersetorial de Práticas Integrativas e Complementares do Conselho Nacional de Saúde, Presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura – SOBRAPA e Diretor do Instituto de Psicologia e Acupuntura Espaço Consciência.

Conceição Souza: Médica, especialista em Radiologia, pós-graduada em Psico-Oncologia, doutoranda do Programa DINTER/MINTER com o Hospital AC Camargo – SP, Trabalha no Hospital do Câncer do Ceará.

16h

Mesa

As Práticas Integrativas e Complementares no SUS: Relação entre educação popular em saúde e as profissões regulamentadas

Osvaldo Peralta Bonetti – Enferemeiro, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa – Ministério da Saúde

Carmem de Simoni – Médica Sanitarista, especialista em Saúde Pública, Mestre em Saúde Coletiva. planejadora e formuladora de políticas públicas Coordenadora da Política Nacional Práticas Integrativas e Complementares no SUS

José Marmo da Silva: Odontólogo, coordenador do projeto Ato Iré e membro da Rede. Nacional de Religiões Afrobrasileiras e Saúde

PIS do Vale

Práticas Integrativas em SaúdeA UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco) em parceria da UPE (Universidade de Pernambuco) promovem o I Simpósio de Práticas Integrativas em Saúde do Vale do São Francisco (PIS do Vale), que ocorrerá nos dias 03 à 05 de novembro de 2011 no Espaço Multieventos da UNIVASF, em Juazeiro-BA.

Este evento será um espaço de formação, qualificação e diálogo sobre práticas integrais de cuidados a saúde. Destina-se a profissionais, professores, pesquisadores e estudantes de diversas áreas da saúde abertos para refletir sobre a ética do cuidado humano, integralidade, sistemas de cuidado e cura não evasivas, a valorização o saber tradicional e as polí­ticas públicas de saúde.

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A Comparative Study of Medical Rationalities

Este artigo, de autoria de Madel Luz e Kenneth Rochel de Camargo Jr, foi publicado na edição especial da Revista Curare (v. 12, 1997), intitulado The Medical Anthropologies in Brazil, edição de Annette Leibing, Berlim, páginas 47-58.

Summary

This paper reports the main hypothesis and the initial findings of an undergoing project of comparison of different medical systems, studied as medical rationalities, defined in terms of six dimensions: cosmology, medical doctrine, diagnosis, morphology, vital dynamics and diagnosis. The comparative study of four rationalities (Contemporary Western, Homoeopathic, Traditional Chinese and Ayurveda Medicines) yielded two different paradigms, one denominated vitalist or bioenergetic (shared by the last three) and the other termed biomechanical, specific to the first. Nevertheless, several similarities were noticed, specially when approaching actual therapeutic practice. The initial findings related to one of the rationalities (Contemporary Western Medicine) are presented in the closing sections of the paper.

Ciclo de Diálogos: Ação e Educação no Século XXI

De 19 a 21 de julho de 2011 no Auditório do Colégio Zacarias (Catete – RJ).

A Professora Madel Luz participará da mesa sobre Educação e Lucidez (20/07 à noite).

XI Seminário do Projeto Integralidade

Cidadania do cuidado: o universal e o comum na integralidade das ações de saúde

Dias 12 e 13 de setembro de 2011 em Recife, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Pernambuco.

XI Seminario do Projeto Integralidade

Pisada como pano de chão: experiência de violência hospitalar no Nordeste Brasileiro

Por Annatália Meneses de Amorim Gomes, Marilyn K. Nation e Madel Therezinha Luz

Apesar de recentes esforços para melhorar a qualidade dos serviços públicos de saúde no Brasil, iniqüidades e violência institucional persistem nos hospitais.Este estudo antropológico-crítico investiga a experiência humana da hospitalização do ponto de vista do paciente internado em um hospital público, localizado em Fortaleza, capital do Ceará, no Nordeste brasileiro.

Um método qualitativo original, “O Percurso do Paciente” foi criado e utilizado, mesclando entrevista etnográfica, narrativa do paciente coletada prospectivamente durante a internação, desde a chegada no hospital até a alta, e observação-participante, seguindo-se o percurso de 13 informantes-chaves. Os resultados revelaram 225 experiências distintas de hospitalização narrados pelos pacientes. A maioria (83,6%) dos acontecimentos foi interpretada como desprezo” e humilhação; somente 16,4% foram percebidos como “zelando” pelo paciente, contribuindo para a recuperação da sua saúde. Desvelaram a progressiva desmoralização do “paciente suspeito” desde a sua recepção por um guarda uniformizado até o confisco de pertences pessoais. A hospitalização é caracterizada por abandono, solidão e aprisionamento, em virtude da imposição de normas, regras e procedimentos que ignoram a autonomia, condições pessoais e subjetividade do paciente.

Apesar da estrutura opressiva, pacientes resistem às agressões, utilizando múltiplas estratégias: traços pessoais, imaginação criativa, solidariedade social e fé religiosa. Humanizar a hospitalização pública no Nordeste brasileiro requer incluir a voz e a experiência do paciente, removendo os estigmas que o prejudicam.

Leia o artigo completo em PDF: Pisada como Pano de Chão

Especificidade da contribuição dos saberes e práticas das Ciências Sociais e Humanas para a saúde

Por Madel Therezinha Luz

O artigo trata de questões envolvendo a vida, a saúde e o adoecimento na sociedade atual.

Tenta esclarecer as contribuições das ciências humanas e sociais na construção do campo da saúde – principalmente o da saúde coletiva – tanto em nível da pesquisa empírica como nos planos teórico e metodológico.Tenta mostrar que tanto categorias analíticas e conceitos como estratégias metodológicas das ciências sociais e humanas são úteis para o esclarecimento de relações entre condutas, estilos de vida, trabalho, valores culturais e o processo saúde/doença.Tenta também demonstrar que esse grupo de ciências tem suas próprias formas de expressão e estilo de difusão de conhecimento, que nem sempre são aceitas pelas ciências duras do campo da vida e da saúde, incluindo a medicina e a epidemiologia.

Apesar de sua real contribuição para o avanço do campo, podem ser “acusadas” de falta de objetividade ou precisão. Os cientistas sociais da saúde coletiva têm que demonstrar, muitas vezes, que os resultados de suas pesquisas, e seu estilo de difusão, são tão científicos quanto os das disciplinas duras.

Leia o artigo completo em PDF: Especificidade da Contribuição dos Saberes

Racionalidades médicas e integralidade

Por Charles Dalcanale Tesser e Madel Therezinha Luz

O objetivo deste artigo é discutir aspectos da “integralidade”, princípio normativo do SUS, a partir de pesquisas organizadas ao redor da categoria “racionalidade médica” e da epistemologia de Ludwik Fleck.

O artigo discute a categoria integralidade, defendendo que a mesma tem distintos significados para doentes e curadores especializados; tem maior relevância e significa uma missão permanente para estes últimos; vincula-se ao relacionamento curador-doente e à eficácia da ação terapêutica. A integralidade constitui um grave problema para a biomedicina, cujo saber esquartejou o doente e centrou sua ação nas “doenças biomédicas”. Aí, a integralidade está tanto mais bloqueada quanto mais especializado o ambiente.

A atenuação desses bloqueios passa pela periferia dos círculos especializados e pelo trabalho em equipes multidisciplinares, traduzidos no SUS, acertadamente, como prioridade para a atenção primária ou básica.

Inversamente, outras racionalidades, como a homeopatia e a medicina tradicional chinesa, comportam um saber/prática facilitador da integralidade nos seus círculos esotéricos e seu desafio, além de sua presença incipiente no SUS, é levar ao mundo de suas práticas, a integralidade de seus círculos esotéricos originais.

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